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Amor Supremo

Ele tinha tudo. Mas se sentia “um nada”, devido a sua beleza, já que muitas coisas conquistavam menos alguém que dominasse de verdade seu coração, fazendo-lhe o homem mais feliz.
Tinha tudo por intermédio de um amor doentio, onde Condessa Andrera Mostefari por suas riquezas procurava satisfazê-lo. Ele até que gostava, pois, enquanto a verdadeira mulher que viesse conquistar a sua vida, não surgisse, não poderia ele acreditar que a felicidade era cem por cento real.
Enquanto aquela ideologia não viesse contradizê-lo, existia uma angústia dentro de si, pois não poderia usufruir de sua beleza com outras mulheres a qualquer canto da cidade, já que Condessa Andrera Mostefari morria de ciúmes de seus encantos.
Também, bem feito para o malandro! Nunca gostou de trabalhar, sempre abusou das mordomias que a beleza de seu porte soube lhe dar. Algo que o viciou. Arranjar serviço até que tentou, mas o corpo já se acostumara com tanta malandragem que nunca o deixou a mais de um mês num serviço parado. Aquilo o venceu e nunca mais serviço o procurou, vivendo apenas de “gigolotice1”. Bom para a Condessa Andrera Mostefari que poderia pelas ruas, shoppings, eventos, etc de São José dos Campos e Região granjear do glamour que a vida lhe deu.
Bicho malandro! Nas escondidas a belos chifres, coitada da condessa, fazia festas com as outras, que caíam em suas lábias! Ah! Mas também, se a Condessa Andrera Mostefari viesse, a saber, de início até que poderia e muito sofrer, mas depois que o sofrimento passasse, por esse amor doentio, o perdoaria, apenas com o glamour que a vida lhe deu, arrumando um jeito de arrancar dos seus caminhos à comparsa do chifre...
Enfim, num determinado dia, por uma bela morena, o coração do “bicho malandro” se apaixonou. De início, não muito se importou, mas com o passar do tempo, aquele sentimento foi maior que a sua tentativa de ousar a dizer a si mesmo que aquilo não era nada, a  não ser uma “carne nova” que pintada no caminho.
Pobre, bicho malandro! Aquela poderia ser realmente a carne nova, mas seria também a quem lhe traria a vida nova...
Ela era diferente. Sim, havia momentos que se enfraquecia por seus encantos, mas a fama de gigolô que continha nele deixava-a arisca de seus encantos.
Havia breves momentos dentre eles que ambos aos olhares atreviam-se às vezes dialogar, mas a maioria das vezes quando a fama do malandro falava mais alto, o diálogo era quebrado.
Persistência que se reinou até o momento em que o malandro percebeu que com aquele amor não se podia mais! Algo a mais teria ele que fazer em nome da sua felicidade.
Conseguiu. Conseguiu uma noite de amor com a amada. Fato concluso para que viesse a tona de que foi com a amada, o momento mais feliz da sua vida!
Algo que demorou e muito para que o próximo encontro viesse acontecer. Passou mais de dois anos. Tempo suficiente para o malandro se transformar num coitado. Sentindo na pele o desejo e a necessidade do amor.
Fruto, que lhe obrigou a lutar contra o próprio lado obscuro para sair em busca do amor.
Precisou enfrentar a vagabundice, descobrindo que a beleza não se põe à mesa e que colher o fruto da felicidade, precisamos e muito meter as mãos na bela rosa, arranhando-nos em seus belos espinhos.
Para quem o visse e o conhecesse, poderia falar que ele estaria pagando pelos seus pecados.
A “felizarda bela morena” estaria atenciosa na grande transformação do ex-malandro. Coitada da Condessa Andrera Mostefari, o que era cisma, transformou-se me prantos! Prantos por ver com os próprios olhos que todo o esforço que tivera feito por seu amor a ele, estaria desabrochando, morrendo, perdendo de vez o seu valor.
Inconformada, a Condessa resolveu ser guerreira, lutando o quanto podia para não o perder. Enquanto ele, a cada dia que se passara, fatigara-se, mas persistia contra as regalias, transformando-se como podia a cada dia um homem normal, ponto de conquistar a tal amada.
A condessa soube do terrível empecilho que estaria sufocando a sua subornada felicidade. Maligna, desejou a mesma sorte em que durante esses longos anos tivesse comprado a vida sentimental, ao mesmo preço comprar a solução para aquele empecilho.
Como uma ovelha negra, cativando o coração da “felizarda bela morena” conseguiu arrumar um bom emprego, pagando-a bem, liberando-a todos finais de semana, feriados e vésperas de feriados. Não era uma caridade! Era uma arapuca, para colocar de vez, o sonho, a solução do pesadelo da condessa em ação.
O local do emprego era a casa de uma das melhores amigas da condessa. A amiga emprestaria somente a casa, enquanto a condessa arcava com o salário e os direitos trabalhistas. Será? Claro que não. Pois, o plano já estaria tudo escalado, se tudo ocorresse certo, em menos de um mês “a bela morena” sairia dali sem qualquer direito trabalhista. Sairia apenas com uma mão na frente e outra atrás, sem qualquer direito trabalhista.
Mas se o plano não desse certo?
A condessa no primeiro mês, arcaria com toda a despesa, enquanto a farsa patroa, antes de completar a primeira semana do segundo mês de trabalho da “felizarda bela morena”, dispensaria do serviço, alegando motivos de não precisar mais do serviço.
Pacto selado.
Nos primeiros dias, a farsa patroa, abria caixas de bombons e deixava em quaisquer cantos da casa, a fim de averiguar se a tal empregada fosse ou não vitima de “cleptomania”.
Tentativa sucessiva. Atitude que fez a “farsa patroa”  ir mais além, substituindo caixas de bombons por trocados... De início, isso foi um fracasso, mas aos demais, o plano evoluiu. Foi dando certo! Mas a condessa queria mais, acreditando que só aqueles deslizes não nocautearia de vez a concorrente.
Tentativa que convenceu a “farsa patroa”  tramar uma viagem, onde coisas mais valiosas tornavam-se iscas da presa.
O plano de viagem aconteceu. Viagem forçada. Enquanto a “farsa patroa” passava alguns dias obrigatoriamente na casa dos pais, diante alguns períodos indo-se a casa, somente para averiguar se estaria tudo aos conformes.
A “farsa patroa” notou-se por alguns dias que os seus trocados perdiam-se pequenos valores, prato cheio para a condessa. Algo cometido pelo deslize da “felizarda bela morena”  que diante o trajeto de ônibus, não controlava o estômago e submisso a fome, trocava-se lanches por vale-transportes, minimizando a quota certa de suas passagens para o serviço. Motivo que se acostumou metendo pequenos beliscos nos trocados da patroa, que nunca lhe falou nada, pensando-se que era a esperta. Mas não era; era a isca!
Aos poucos dias para vencer o prazo da farsa patroa com a condessa, ambas, colocavam em prática certo plano...
A farsa patroa dava uma breve passada em casa mais cedo, sem que a “felizarda morena” notava, colocando um cheque de um valor mais bruto, mas suficiente para prejudicá-la de vez.
O plano daria tudo para dar certo, se no momento em que a farsa patroa, no período da tarde soubesse atuar, cobrando da empregada o objeto perdido. Mesmo não sabendo atuar, procurou-se dar de vítima, obrigando a “bela morena” abrir a bolsa a fim de desfazer  a ideia de que se o objeto procurado poderia ou não estar ali.
A bela morena, daquilo achou-se um cúmulo. Emburrada, acatou o pedido da patroa. Espanto as duas. Uma, por ter razão de que seria impossível encontrar o tal objeto em sua bolsa. Outra, por estar insegura na obrigatória atuação que precisa levar dali a diante.
O impacto da discórdia entre elas aconteceu. A condessa precisou entrar em cena, atuando como a boa conselheira do caso.
A um acordo, sozinhas, a farsa patroa com a condessa chegaram, e amigavelmente procurando cativar o consentimento da bela morena. Bela morena não aceitou, afinal, ambas não tinham provas de que o objeto realmente fosse ela que colocasse na própria bolsa.
Furiosas, a farsa patroa com a condessa se uniram, alegando-a que as duas juntas eram as provas suficiente contra o fato.
Impotente, a bela morena, caiu…. Caiu como patinho na lagoa. Enquanto as outras, saíram vencedoras pelo menos naquele plano. Ao auge desse trâmite, o bicho malandro, a um emprego conseguiu se adequar, cativando de vez a atenção da bela morena. Atenção, não, preenchimento ao seu lado carente. Afinal, quem é que pode negar que um abajulamento de quem amamos nos façamos bem? Num dos momentos mais triste da bela morena, a vida os troçaram e naquela noite, o segundo encontro rolou dentre eles, e naquela noite a ficha caiu dentre o “bicho malandro”.
Ele não disse nada. Apenas aproveitou da noite. Somente no dia seguinte tirando satisfação com a Condessa, ao mesmo tempo tomando a maior decisão da sua vida.
Condessa se deu de inocente. Peça idônea da vida. Ainda mais quando descobriu que estaria vivendo ali, o ultimo dia de conjugue com o amado.
Aquilo foi fatal. Não teve conserto. Condessa não aceitou. Mas que atitude a mais poderia restar-lhe? Foi o ombro amigo da única amiga, a mesma farsa patroa, que lhe restou.
Indignada, arrasada em ter bebida do próprio veneno, gotas de sangue chorou. Apavorada, a ex-farsa patroa lhe deu o único conselho que raiou pelo cérebro. Entrar com ação na justiça pedindo pensão-alimentícia do conjugue há anos, vivera juntos. De início, de início a condessa ignorou, mas raciocinou melhor, era o único caminho que lhe restara a fim de ter o amado de volta. Afinal, sem bom estudo, com um currículo de vida dedicado à “gigolotice”, ele não sobreviveria correndo tão logo aos braços da condessa.
Matadouro final. Pois diante a embriaguês da farsa-patroa, a condessa levou até o fim o pacto da pensão-alimentícia, algo que revoltou-se de vez o amado, desprezando-a de vez e unindo o romance entre o malandro e a bela morena.
A condessa transformou-se na mulher mais amarga da vida. Aborrecida com a ofensa da vida ter-lhe tirado o amor da sua vida, vive a só pelo imenso casarão. A farsa patroa sua amiga não é mais. Pois, para a condessa foi ela, a grande razão do seu maior deslize na vida sentimental. Já, a bela morena, não se interessa em serem amigas, mas lhes agradecem pela reviravolta da vida.
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Atualizado em: Sex 10 Ago 2018

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