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INVENTARIANTE

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei às romãs a cor do lume.
             Eugênio de Andrade 

 
Para você eu guardei as histórias 
úmidas dos orvalhos das auroras
e suas frestas de múltiplos rosas
que aspergem roxos pela encosta.
 
Tudo em mim é seu, desde as horas
que me torcem de soslaio, ao espólio 
de poemas inúteis expostos nos blogs
sem vivalma, onde, vazios, se alojam.
 
Batizei jardins com seu nome próprio,
e dei à sua falta esse almíscar que sobe
entre as vísceras da neblina dos corpos
substitutos do seu, que sempre invoco.
 
Eu já assinei a súmula de partida e imploro 
que aceite os meus nadas. E depois os solte.
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Atualizado em: Seg 18 Jul 2022

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