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CABRA-CEGA

Desde sempre, pergunto-me a sós
(empapuçado dos vazios, por fora
e por dentro, dos pelos que sobem
ao gel do tutano na veia nos ossos):
 
ser poeta é esta única e solitária aposta
àqueles que já beberam a última dose?
Às duas, tudo parece que são dezenove,
e sobre a cama do nada, mil vezes eu rolo.
 
Meu verso nunca termina: ele é provisório
(e morre após a primeira fresta da aurora).
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Atualizado em: Sex 1 Jul 2022

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