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CORRENTEZAS

 Você não faz a menor ideia da trilha sonora
e da melodia dos uivos (o dialeto do agora)
dos mil sonhos que transformei em cinema,
cena dentro da imagem; imagem feito poema.
 
Não economizei nos detalhes mais sórdidos…
Raspei toda a lama do fundo do meu poço fundo,
e ouvi os seus urros apavorados (quase sujos…),
no imperativo da sua voz tremida do sal do suor,
 
quando descia por suas veias intumescidas, roxas,
que pareciam explodir até o meio das suas coxas
permissivas, entreabertas, e a rosa preta do espaço
a consumir a matéria dos meus versos aficionados
 
nessas curvas em que os deuses esculpiram na cera.
Não tive as carnes e nem a poesia. Só as correntezas.
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Atualizado em: Seg 13 Jun 2022

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