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VOLÚVEL

Os meus olhos singram o mar da tarde

cinza, pouca de cor e espessa da neblina

que sobrevoa os silêncios deste domingo,

onde os minuanos movimentam os ares


— e as sombras engomam a gola do linho.

No rasante vejo quem se esconde do fato

e leio as maledicências nos pergaminhos

dos homens que não veem o dia que parte.


O poema é uma engenharia muito delicada.

Versos e poesia transam, mas ela não casa.

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Atualizado em: Qua 15 Set 2021

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