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Escolhas

Um cinzento vestígio de cor Lilás 
Um leve toque de Amarelo por trás
Apenas uma veste negra numa escura madrugada
Um pensamento, cor de véu, de uma mulher recém formada.

Uma lembrança, dia de verão 
O calor de RJ a queimar-lhe a visão
Mas em fones de ouvido havia uma doce voz
Que lhe dizia que tudo ficaria bem.

O sonhar de uma insônia distorcida 
Vendo a realidade ser corrompida
Pelos sinais de insegurança plena
Pelo total de votos de amor contados.

No meio do salão os dois dançavam
Não humanos, não demônios
Mas sim seres imortais
De uma narrativa,
"Jogue um dado
Veremos então quem é mais capaz".

Um universo pintado em tinta guache
Rabiscado ao tardar da meia noite
Riscado, rasgado, amassado
Corrompido pelas ondas sonoras de um grito de socorro sem fim. 

Já as lágrimas possuem vazio
Tomadas pelo fogo de uma vergonha obtida, 
Omitida por bem ao maléfico ser azul
Que às espreitas vagueia pelo sono, TRISTEZA!

Doce donzela, minha querida e amada
Permita-me ver tua bela face!
Ilumine minha noite caótica com teu sorriso amável
Me ensine o que é o amor, Musa de todo o valor.

O papel há muito se desfez
O devaneio pulou pela janela aberta
Todos sucumbiram à razão
E foram tomados pelo maldito inferno.

A indecisão sempre vagueia
Pelo sorriso dos inocentes
Mas naquela noite eu havia a certeza
De que o sempre seria eterno.

Abra as cortinas 
Pinte-me da mais bela cor
Deixemos de poréns e dores
Mostre uma música
Dancemos ao entardecer...

O sussurro já se desfez
O violinista há muito se foi
Os erros são evidentes
Tudo surge cinza e cai ao chão. 

Diamantes apenas ferem minh'alma
O espinho de tua face fere meu coração
Escolhas erradas viraram labirintos. 

Os atores desceram do palco
Dei um fim à peça que escrevi
Bruscamente, a plateia se foi

E as cortinas... Se fecharam. 

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Atualizado em: Qui 15 Abr 2021

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