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À Florbela Espanca

Te entendo, amiga, o tanto que arde

O sol, a pino, no céu azul piscina

O amor no peito, vermelho escarlate

E o medo de ambos te faz fugir como menina

 

Pena que não pude encontrá-la, franzina e fina

Destilando no papel essa beleza de arte

Vislumbrando, como um astrônomo à Marte

Olhando hoje o que tu refletiu em era distinta

 

Triste noite, mundo deserto e frio

Ao ouvir sua infeliz sina

Andreza de Oxum nunca mais sorriu

 

E esse fadário no seu peito forte

Um tédio profundo de viver nina

Um desejo persistente pela morte
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Atualizado em: Qui 4 Fev 2021

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