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CONTORNOS

Há o lusco-fusco úmido que na manhã levita
(por dentro dos corredores da rajada frígida)
e trafega veloz no conjunto das horas e da azia
oriunda das vísceras, porém que não se desliga
do bouquet que sobrevoa o alho do meio-dia
(das casas da Baixada) temperando a avenida.
Queria um verso que coubesse na taquicardia
predominante do meu peito, esta desarmonia
teimosa e antieufórica do cérebro (uma usina
ofegante de eletricidades) em busca da poesia
sem nome que ninguém sabe e nem onde fica.
O céu tem sombras de Monet; impressionistas:
branco navajo e violeta. E cinza nas beiradinhas.
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Atualizado em: Dom 13 Dez 2020

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