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ARESTAS

A chuva faz fumaças no pé do morro
e tudo em volta se traveste num sonho
acordado, feito um jardim de onde exala
um vapor da umidade da terra molhada
e ciano e cinza e escuro todos se misturam
na orquestra da manhã ou na boca profunda
dos teus beijos do teu laço vermelho intenso
na ponta do ombro deste mantra em segredo.
O meu poema anda bem esquisito, mais parece
um amontoado de palavras que não têm nexo,
exceto o de se alojar numa engenharia reversa
das bolinhas tarjas pretas e que de nada servem.
Vejo a mansidão artificial da casa. E ouço as peles
que se coçam em movimentos curtos. Noto os ecos
de mil silêncios conformados e alojados nas frestas
e na calada da tarde sou teu: preso nas tuas arestas
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Atualizado em: Seg 7 Dez 2020

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