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MARROM & OCRE & AVERMELHADO

Recebo sob os violetas da noite alta 
esse dezembro em silêncio e parado
entre o remorso das horas que partem
sem que eu perceba a sua passagem.
Meu verso corrido eu tomei do Labes
e que diz a Laninha que tem tonalidade,
porém eu mesmo não sei bem de nada,
exceto do oliva do morro e suas árvores.
Agora escorre um leve brilho alaranjado,
onde cinzas suaves contornam as hastes
do espaço. Lembro que estou sem trabalho
e queria ser este vento rápido e refrigerado
que trafega no breve instante de um hiato.
Me diga o que fazer se somente o cigarro,
que não tem resposta nenhuma que baste,
dois após o outro, é fumaça sobre fumaça?
Resta na última linha aquele ocre fechado:
é quase marrom, mas que foi avermelhado.
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Atualizado em: Qua 2 Dez 2020

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