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ESPELHO MEU

Sinto a palavra que aparece
tal feito se desabasse do cérebro
— não obstante, há uma passarela
entre a centelha e o objeto,
ao voar de um ampere ao léxico,
no fluxo da imagem que se mexe
e toda se mistura ao fougères
da nota do dia que acontece.
E ela mede a rota secreta
do silêncio frenético das teclas
embutidas na luz desta janela
que mostra mundos quando é aberta.
Na manhã, a sós, diz o meu reflexo:
— Você não passará de um poeta.
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Atualizado em: Dom 5 Jul 2020

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