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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XXIV

E eu tinha muito a saber sobre como as manhãs predizem

os passarinhos invisíveis: é uma saudade em cada timbre.


Quero mesmo é beber da tua água enfeitiçada de arrepios

entre os graves do teu ritmo e o nitrogênio do meu calafrio.


Trago na canastra os teus versos para declamar neste fogo 

além do oxigênio das coisas e da estratosfera de um sonho


alimentado pela rede da realidade daquela força que emana

da gravidade invertida lá do meio do roxo da noite profana.


Contigo o meu dia é um calendário de ventanias e feriados

e o mundo é a nossa casa e vai e vem e volta e morre e mata;


e eu havia de começar pelo começo do fio da minha quilha.

Escrevi os teus poemas de açaí, porém nunca li a tua poesia.

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Atualizado em: Qui 25 Jun 2020

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