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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XXII

No velocímetro de um relâmpago, e cálido,

eu poria os meus lábios secos nos teus lábios


(neles todos, nos quatro, entretanto, nos de baixo,

essa aterrissagem seria decerto a mais demorada,


por entre as tuas pernas no corredor desta agonia

de uma manhã alumínio que antes já foi alizarina;


ela avança sobre os miolos das vísceras da nova

ferrugem pêssego da nuvem disforme da aurora


e das mil onomatopeias chulas daquela pólvora

que acendia no córrego inundado da tua grota),


todavia, às onze ou meio-dia o bafo da tarde irradia

o veneno de quem come do cadáver da minha poesia.

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Atualizado em: Ter 23 Jun 2020

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