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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XV

O pó de chuva da manhã foi embora e a tarde morna

toma o lugar das coisas: do rodapé, da sala, da porta


e da escada que mostra o morro de dentro de um corte

da formação que rodopia lá no espaço musgo da encosta.


Vejo o céu de prata e que exala o sândalo de uma prova

que voa da árvore — neste zumbido mascavo que acorda 


os aromas das notas. O vento amplia a rua. Tudo se move

no asfalto da casa entreaberta e no tremor quente do foco


da janela da calçada vazia do corpo pouco e de alma morta.

Um verso passa no chão inverso das nuvens e naquela rota


que muda de norte, de cor e de onde os agoras não gostam

das horas que os controlam — e o resto este futuro devora. 

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Atualizado em: Qua 17 Jun 2020

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