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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XIII

Quero sempre traduzir a vida no poema bem bonito,
mas não faço ideia do que de fato significa tudo isso,
esse estado tenso de órbitas inquietas que não se fixam
em formas: os verbos mudam de ação e os substantivos
de motivos. O verso é um artifício, uma reza escondida
que o tempo lapida quando lhe altera toda a engenharia
e a poesia feito um suplemento sensível que deixa pistas,
mas ninguém sabe da cara e nem tampouco onde habita.
Há muito ouço dizer que escrevo algumas coisas repetidas
perdido no círculo vicioso de ter a pretensão de ser preciso
— mesmo que não haja antídoto para o enxofre deste ofício.
Tenho beijos pendurados. Lá no varal roxo do espaço nítido.
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Atualizado em: Sáb 13 Jun 2020

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