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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VIII

A temperatura do verso a qual pretende o poeta

é a mais alta, mesmo que deite sobre a sua pele


uma camada de neve; que na alma haja o iceberg

nascido no alçapão profundo dos miolos discretos.


Lívida é a noite fresca… E no limiar desta véspera

dos ofícios sempre repetidos — e que estabelecem


de lufada em lufada o seu concentrado cru de metas.

O vírus surpreende e sugere: o estarmos a esmo tece


uns estranhos emaranhados silenciosos que crescem 

no ar póstumo das horas de um raio que desaparece


sem que os olhos atestem a morte lenta da sua prece.

Não sei o que vejo. Não quero morar entre os alicerces.

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Atualizado em: Ter 9 Jun 2020

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