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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VII

Transita silencioso por entre as formações e as névoas 

da madrugada o desfiladeiro sem dialeto de um verso


camuflado, invisível, etéreo, contralto e quase abolido,

repleto das pausas falsas que nem têm tempo definido,


nem de outroras ou de futuros; de segredos ou de gritos

oriundos do gás do poema que irrompe no desconhecido.


O poeta não decanta os parasitas que sobram escondidos

e que compõem o fumaceiro colorido e volátil deste signo.


O meio-dia do domingo avança nos cinzas da tarde aflitiva

disfarçada nesta calmaria floral do grilhão rarefeito do vírus,


onde há tropeços na pedraria feito o junho das horas vazias...

— E somente a ardósia do morro me diz agora o que é poesia.

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Atualizado em: Seg 8 Jun 2020

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