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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VI

Clico, pressiono e deslizo e tudo mira o arquivo

todo em branco do aplicativo; e um teclado vivo


que pula na tela instantaneamente, sem convite, 

a fim de que o poeta cumpra o que fez prometido:


escrever o verso do cotidiano deste tempo sombrio

que passou a rasteira no homem e chegou sem aviso.


Vejo a multidão cibernética de antis issos e aquilos

e ouço os ocos do martelo e a sentença dos destinos.


No granito da manhã há uma pérola cinza escondida

entre o limite do morro e do cruzeiro que o identifica.


Higienizo as mãos, todavia é a alma que está poluída

na solidão decretada pelo vírus que mata mil por dia.

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Atualizado em: Dom 7 Jun 2020

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