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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO V

Range aquele moinho na gasolina do vento

instável do quintal vazio. E mó a mó e lento


refrigera o sonho vindo do portão de dentro

— onde o cadeado, entre ossos, está suspenso.


Tudo passa na pedra: orgulho, dó e lamento;

são tão grandes, mas terminam bem pequenos


no fim da linha do massacre da serra da rotina

que lacera o íntimo e depois expõe a alizarina


da tarde que parecia um alumínio elétrico de cinzas

escorados no gás de chumbo, da rajada que insistia


nos flancos, pronta para a utopia que se aproxima:

pôr o verso, coar o poema e não adivinhar a poesia.

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Atualizado em: Dom 7 Jun 2020

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