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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO IV

Na ebulição fria da palavra e na agonia dos pés acelerados

— que batem mais vagarosos do que os meus versos fracos


e do que os relógios deste antidiário. Os gelos das escápulas

estalam quase tão agudos quanto o ametista da madrugada


profunda por dentro da vértebra da coluna e da selfie barata 

do poema imerso entre as câmaras amplíssimas das vísceras


e a misteriosa gênese aleatória da imagem oriunda da usina

escondida, feito se fosse as sete cores da luz longe do prisma


que refrata a linguagem indigente e sem sobrenome ainda...

Farejo o vitríolo dos dragões e a sombra da besta enfurecida


da boca marrom da galhada e do assovio contralto da harpia.

— A ardósia musgo do morro muda seu tom quando chovida.

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Atualizado em: Dom 7 Jun 2020

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