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GOTHAM CITY

A noite alta destranca as coragens adormecidas

e tudo o que eu vejo é um poema atrás da poesia.

Respiro a ladainha da encosta cobre do horizonte

e paro sob a luz da esquina. Estou repleto de ontens


que sobrevoam os escuros dos becos e os dos olhos

dos homens. Os corpos tintilam nos balcões de ossos

pendurados. O poeta ruge os seus versos silenciosos

na madeira roída. Não há plateia. E nem outra dose


para afastar as sombras que corcoveiam no passeio vazio.

A saída é a porta principal, mas sem o mapa do labirinto.

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Atualizado em: Qua 13 Nov 2019

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