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EVAPORADO

Correm os rosas fraquíssimos da manhã nova

no musgo do passeio na quase nove das horas.

— vejo um verso na tábua rasa em voo rasante

 sobre as pedras soltas da calçada equidistante.


O vapor sobe a fumaça das dez no bafo morno

do céu quieto da primavera quente no entorno

desse óleo diesel que escapa do poema fundido

— na beirada do meio-dia e de seus intestinos.


Imploro ao vento uma brisa esparsa que arrefeça

as veias violetas do solo salgado da minha cabeça.

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Atualizado em: Seg 4 Nov 2019

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