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A tristeza é uma rua vazia de casas abandonadas

(onde as folhas secas que caem fracas das árvores

não fazem arruaça — mesmo quando são pisadas).

Ela é aquela hora que não se sabe: aurora ou ocaso,


anoitece ou amanhece já que o azul do céu é fraco?

Pode vir de repente, mas o poeta a tem num frasco

no compartimento secreto do seu colete de plástico

que o faz sempre se lembrar: o poema é um fracasso.


Mais gemido do que fúria. Mais muda do que um grito.

Mais pingo do que chuva. Mais funda do que um abismo.

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Atualizado em: Seg 30 Set 2019

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