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QUASE ZERO

Estendo no varal farpado do vento, sob a noite estanho

e molhada, uns dos meus versos confusos e momentâneos

que, mesmo pesados, decolam leves e sobrevoam esse agora

dos poros que se molham nesta ânsia instável que devora


— além da paz — a alma tremida: esta dor que dói contida,

que esquenta e esfria por entre as vielas roxas das vísceras.

No caixão mole da cama sofro espasmos no hall da espinha

e no susto eu sinto este nó invisível e veloz de uma asfixia


que vem e mora. Corta e voa. Volta e sangra. Vai, mas fica.

O poema não anuncia a quase meia-noite que se aproxima.

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Atualizado em: Seg 30 Set 2019

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