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FREQUÊNCIAS

O verso é uma onda de comprimento indefinido;

ninguém pode medi-la nem saber em qual rio trafega

(muito menos o poeta), se tem origem nos elétrons

dos hemisférios do cérebro ou se surge dos infinitos


fundos do universo. Esta é a questão que interessa:

de onde vem o espanto que liga a corrente e os fios

da atmosfera de sangue desse campo magnético?

Quem traduz o dialeto elétrico em desenhos escritos


ainda sem forma, ainda sem jeito, ainda sem espírito?

O que se perde (esta é a pergunta?) nesse caminho?

Sobra do início um itinerário? Como nasce uma ideia

e qual trilha percorre? Varia da mão de quem escreve?


O verso é uma pausa que nem mesmo a poesia conhece.

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Atualizado em: Dom 28 Jul 2019

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