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PRA QUEM NÃO TEM PREGUIÇA DE LER: MEU LIVRO SOLIDÃO. PARTE VIII...

Deixe para depois Linda, as más conversações...
 Deixe para depois os maus zelos...
 Deixe para depois as más influencias, que só desvirtuam a alma...
 Deixe para depois este inflexível e indomável orgulho que te subjuga...
 Deixe tudo para depois e esqueça o que aconteceu...
 Prometo-te que se esqueceres o que fiz, esquecer-me-ei o que fizestes, ainda que para isto seja o tempo o meu maior aliado nesta batalha...
 Linda... oh! Minha Linda... coloque para trás de teus lombos estes vis sentimentos, que me tanto ferem a alma, como que aguilhões de escorpiões perfurando a pele macia de um recém-nascido; essas expressões faciais que me muito causam dores cardíacas, piores que as que antecedem aos infartos fulminantes; deixas disto, essa atroz indiferença que tens tu usado contra minha inocente pessoa, indiferença esta que é a razão do meu sofrer; sim Linda, deixes tudo isto de lado, pois são coisas que se tornam totalmente debalde para alguém que quer vencer no jogo do amor.
 Deixes tudo e venhas comigo, caminhar pelas longínquas e incomparáveis paisagens das minhas fantasias abstratas e metafisicas, meus muitos céus diversificados e coloridos, uns com muitas estrelas brilhosas, outros com muitas nevoas ofuscantes, outros sem estrelas brilhosas, outros sem nevoas ofuscantes, uns resplandecendo a mais linda e perfeita aurora boreal, outros não, meus campos abarrotados por toda sorte de flores, muitos lírios, girassóis, centaureas, gérberas, tulipas, ásteres, cravos, gramas verdejantes, arvores frutíferas etc., etc.
 Venha sim, oh! Minha meiga Linda, venha sim, oh! Meu amor, pois é meu prazer dividir tudo isto com você... hummm... que delícia... parece que já posso sentir o doce aroma desses lugares, subindo às minhas fossas nasais Linda...

EPÍLOGO.

 Mas, mais uma vez eu peço-te Linda, por favor, não me deixes assim neste estado em que agora estou, doente de amor por ti, como estava doente de amor Amnom por Tamar, Sansão que fazia tudo por Dalila, Jacó que trabalhou para seu sogro por 14 anos pelo amor de Raquel, não posso esquecer-me de outro caso famoso que foi o da Bela e a Fera também; sim! É o que agora suplico a ti, não mo deixes neste estado, o meu coração, sem arrimo, sem alento, sem acalento, sem vigor, sem alegria, sem desejos, sem rumo, sem Norte, sem direção, sem paixão...
 Eu tenho em meus diletos lugares de passeios fantasiosos Linda, um perfeito jardim, repleto de águas cristalinas, cercado por um lindo bosque verdejante, lugar aconchegante, para se estar dois apaixonados; não é um Éden, nem tampouco o jardim de Epicuro, tampouco os jardins suspensos da Babilônia, ou ainda o jardim de Salomão, nem também o jardim Botânico do Rio de Janeiro, ou mesmo os jardins simétricos do Egito, ou ainda os mesclados jardins-paraíso dos Persas, ou ainda os jardins da Itália, ou ainda os jardins da Grécia, ou ainda os jardins de Roma; contudo é perfeito para mim e para ti, minha queridinha Linda que me muito enlevastes, adentra-te comigo sim meu beija-flor, nesta flor de rosa colombiana que é o meu jardim secreto, lugar de mil e uma noites de amor com você...
 Linda, estive por muito, pensando no que dizer-te, no que escrever-te, no que mostrar-te, para aludir-te esta inflamada chama abrasadora, que está a fulminar-me o coração por dentro e que por ti implode de paixão, mas depois de muito relutar contra, cheguei a fatal conclusão de que me é impossível, construir ou até mesmo, como já havia outrora em outra parte deste “sui generis” documento dito-te, representar tal sentimento subjaz a imagens, expressões, alusões, mímicas, palavras, etc., etc.; mesmo depois de tanto perquirir e recorrer à tantos outros maiores e melhores espíritos que eu, não obstante no passado, já houveram tido as mesmas agruras espinhosas, cardos afiados, acúleos corroborados por veneno, de experiências empíricas amorosas por que passo eu agora, mesmo assim ainda é muito difícil para mim...
Não peço a ti que me entendas, pois seria te pedir demais e um pouco injusto de minha parte, porém, eu reconheço que as dúvidas, as alegrias, as tristezas, as novas experiências a cada novo momento, as paixões, as emoções, os sentimentos, as caricias, os momentos de carinho e ternura, os dias de chuva longos e recheados de muito amor, o companheirismo e cumplicidade, tudo isso faz parte de um contexto lindo Linda que estamos tu e eu inseridos, eu me sinto verdadeiramente ante o abismo de Pascal, mas ainda assim não mudo minha opinião com relação ao que sinto por ti...
Não posso enganar-me no que diz respeito à esta louca paixão...
 Não posso mudar o curso dos sentimentos que nesta relação foram envolvidos...
 Não posso apagar as linhas que foram eternizadas, nas páginas do meu coração em relação a você e eu...
 Não posso reputar como inexistente o meu passado, só por que não o vivo mais...
 Não posso querer que a atual situação, me diga que estou errado em ainda te amar...
 Não sei se consigo me convencer ao contrário de tudo isto...
 Simplesmente não sei...
 Acho que a única coisa que, neste exato momento de dúvidas eu sei é que nada sei como já dizia meu velho e conselheiro amigo...
 Nada eu conheço...
 Nada eu compreendo...
 Nada eu vivo...
 Nada eu escrutino...
 Nada vezes nada...
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Atualizado em: Ter 29 Jan 2019
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