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PRA QUEM NÃO TEM PREGUIÇA DE LER: MEU LIVRO SOLIDÃO. PARTE VII...

— Esta linda história Linda, me lembra muito a nossa história quando eu te conheci, em meio a tantas dificuldades e problemas sociais por que eu estava passando, sem contar é claro, o fato de seu Pai nunca ter aceitado nosso amor, por eu ser pobre e você uma moça rica de família de classe alta. Eu me lembro como se fosse ontem, a noite em que nós fugimos de São Paulo direto para Rondônia, seu Pai não esperava por isso, quase teve um treco ao descobrir; naquela noite eu havia reunido todos os meus recursos financeiros para custear aquela louca e alucinante aventura, que mais parecia um filme de romance proibido.
 Você aparentemente estava bem segura de si eu pude perceber, parecia-me que você sabia realmente o que estava fazendo Linda, sorte a nossa que na fazenda do tio Spinoza havia um sobrado vazio para nós ficarmos, enquanto ali estivéssemos, foram dias e mais dias naquele lindo lugar paradisíaco, eu me recordo do cheiro das flores, os animaizinhos que viviam na varanda de casa, você se lembra?
 Só foi uma pena Linda, que uma história de amor tão linda o quanto foi a nossa, depois de ter enfrentado tudo e todos, ter chegado ao estágio que chegou, eu sei que boa parte das coisas ruins que aconteceram entre nós, foi por minha causa, eu bem sei disto Linda.
 Mas agora eu não entendo esta situação por que estamos tu e eu passando sabe?
 Sinceramente Linda, meu desejo é que este quadro turvo e obsoleto que está sendo pintado sobre a nossa situação se transforme em um belo quadro de paisagens com cores vivas e simétricas, duma forma perfeita e sem igual.
 Eu queria muito que a nossa história de amor terminasse como a de Bate-Seba e Michael, eles tiveram problemas? Tiveram, mas e daí? Enfrentaram juntos as dificuldades e os obstáculos, perseveraram em meio aos reveses e cataclismos forjados pelas circunstâncias não amenas que davam com ímpeto contra a vida deles dois, enfim viveram juntos para o resto de suas vidas felizes para sempre...

O AMADO SE ESFORÇA, PARA DEMOSNTRAR O SEU AFETO E DESEJO POR SUA AMADA.

Queria eu agora Linda, começar a escrever uma nova história, não de outrem, mas a minha própria, onde você eu estivéssemos juntos para sempre e felizes...
 Queria eu agora Linda, um novo começo para mim e para você...
 Um começo sem magoas...
 Um começo sem tropeços...
 Um começo sem fim...
 Apenas um começo...
 Por que não posso me doar ao luxo de sonhar com tais beatitudes Linda?
 Por que não tenho o direito de fantasiar meu amor por você?
 Por que a vida às vezes, com a maior “cara lavada” nos traz nas mãos uma “caixinha de pandora” cheia de surpresinhas detestáveis e inconvenientes?
 Por que Linda, a dor de uma perca suplanta a dor de parto?
 Linda... ah! Minha Linda, Depois de tudo [...], por quais motivos ainda abrolhastes tu, tantos males contra minha alma? Por quais razões, tens tu ainda me sido por amargura de espírito? Sob quais pretextos, vens tu novamente a mim, com paus e pedras ao invés de flores e carinho? Por quais desígnios, intentas ainda tu, desvirtuar meus sentimentos por ti? Por quais justificativas e molas, te sobem ainda ao coração, esses desejos inescrupulosos causadores de atrozes males e sofrimentos ao meu respeito? Sou eu por um acaso, aquele Virgulino cangaceiro, jagunço endiabrado que ao chegar às portas do céu foi excomungado pelo próprio São Pedro? Seria isto tudo inda que me causastes, por eu amar-te tanto? Por eu querer-te mais ainda? Por eu a desejar-te sempre? Por querer eu estar perto de você? Ou você apenas quer ter-me atrelado sempre a ti, como animais de carga subjaz a jugos? Não sei o que posso inferir Linda, até porque qualquer que ouvir-me falando assim, irá achar minhas palavras neste exato momento extemporâneas... Esqueceste tu, dos nossos dias de nubentes? Esqueceste tu, daquele primeiro buque de rosas vermelhas naturais, com o qual te presenteei? Esquecestes tu de nosso primeiro beijo atrás daquele pé de mangueira, nos fundos da casa do Hegel, naquele domingo chuvoso de 21 de março de 2000 (que tarde foi aquela!), esqueceste tu, que fui eu quem amou-te antes mesmo de conhecer-te por completo? Por que não mo dizes tu? O que queres, que eu te faça? Diga-me! Sim! Diga-me sem demora Linda e eu prontamente o farei, mesmo não sendo eu o próprio Jesus Cristo filho de Davi, defronte à Bartimeu o cego de Jericó que o gritava, mas ainda assim juro que to farei.
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Atualizado em: Ter 29 Jan 2019
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