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PRA QUEM NÃO TEM PREGUIÇA DE LER: MEU LIVRO SOLIDÃO. PARTE IV...

O AMANTE CANTA UM POEMA DE COMPARAÇÃO PARA A AMADA.

 Linda, por ora finjas que eu sou teu Júpiter e eu fingirei que tu és minha Juno...
 Finjas que eu sou teu Eros e eu fingirei que tu és minha Psyche...
 Finjas que eu sou teu Adónis e eu fingirei que tu és minha Afrodite...
 Finjas que eu sou teu Páris e eu fingirei que tu és minha Helena...
 Finjas que eu sou teu Hades e eu fingirei que tu és minha Perséfone...
 Finjas que eu sou teu Orfeu e eu fingirei que tu és minha Eurídice...
 Finjas que eu sou teu Apolo e eu fingirei que tu és minha Daphne...
 Finjas que eu sou teu Perseu e eu fingirei que tu és minha Andrómeda...
 Finjas que eu sou teu Zeus e eu fingirei que tu és minha Hera...
 Finjas que eu sou teu Rama e eu fingirei que tu és minha Sita...
 Finjas que eu sou teu Arjuna e eu fingirei que tu és minha Draupadi...
 Finjas que eu sou teu Shiva e eu fingirei que tu és minha Parvati...
 Finjas que eu sou teu Krishna e eu fingirei que tu és minha Radha...
 Finjas que eu sou Teu Marte e eu fingirei que tu és minha Vênus...
 Finjas que eu sou teu Aeneas e eu fingirei que tu és minha Dido...
 Finjas que eu sou teu Artur e eu fingirei que tu és minha Guinevere...
 Finjas que eu sou teu Tristão e eu fingirei que tu és minha Isolda...
 Finjas que eu sou teu Osíris e eu fingirei que tu és minha Isís...
 Finjas que eu sou teu Anúbis e eu fingirei que tu és minha Anput...
 Finjas que eu sou teu Geb e eu fingirei que tu és minha Nut...
 Finjas que eu sou teu Set eu fingirei que tu és minha Anat...
 Finjas que eu sou teu Hórus e eu fingirei que tu és minha Hathor...
 Finjas que eu sou teu Hagbard e eu fingirei que tu és minha Signy...
 Finjas que eu sou teu Thor e eu fingirei que tu és minha Sif...
 Finjas que eu sou teu Balder e eu fingirei que tu és minha Nanna...
 Finjas que eu sou teu Bragi e eu fingirei que tu és minha Iduna...
 Finjas que eu sou teu Odin e eu fingirei que tu és minha Frigga...
 Finjas que eu sou teu Njörd e eu fingirei que tu és minha Skadi...
 Finjas que eu sou teu Salomão e eu fingirei que tu és minha Sulamita...
 Finjas que eu sou teu Martim e eu fingirei que tu és minha Iracema...
 Finjas que eu sou teu Evangelista e eu fingirei que tu és minha Creusa...
 Finjas que eu sou teu Estácio e eu fingirei que tu és minha Helena...
 Finjas que eu sou teu Bentinho e eu fingirei que tu és minha Capitu...
 Finjas que eu sou teu Liévin e eu fingirei que tu és minha Anna...
 Finjas que eu sou teu Álvaro e eu fingirei que tu és minha Isaura...
 Finjas que eu sou teu Príncipe William e eu fingirei que tu és minha Kate    
 Middleton...
 Finjas que eu sou teu Zadig e eu fingirei que tu és minha Astartéia...
 Finjas que eu sou teu Adão e eu fingirei que tu és minha Eva...
 Finjas que eu sou teu Sol e eu fingirei que tu és minha Lua...
 
O AMANTE APÓS CANTAR O POEMA DE COMPARAÇÃO PARA SUA AMADA, AGORA CONTA-LHE UMA BELA HISTÓRIA DE AMOR.

Linda tu és a Pupila dos meus olhos, o doce encanto dos meus desejos, a joia rara de minha joalheria, um conjunto suntuoso de esplendorosas qualidades retidas em um só “organismo”, o meu docinho de mel, o meu docinho de coco, o meu pé-de-moleque, a minha rapadura de caiana, a minha geleia de mocotó, o meu doce de goiabada com queijo verde, a minha doce cocada, a tampa de minha panela... sim! Sim! Mil vezes sim! Você representa isso tudo para mim...
[...] Linda, depois desse pequeno encômio à ti, tenho algo muito importante a dizer-te agora: um velho conselheiro e amigo meu chamado Sócrates, com quem eu inúmeras vezes ia ter em sua humilde e singela casa, qual ele graciosamente intitulava de “a caverna”, porém abarrotada por toda sorte de livros, enciclopédias, dicionários em uma velha estante de marfim; certa feita contou-me a linda história de amor de um casal de jovens apaixonados, a jovem Bate-Seba e jovem Michael Arcanjo que viveram uma história de amor proibida...
 Eram eles um pouco imaturos obviamente, pela pouca idade que possuíam, pensavam muito pouco nas consequências de seus atos obrados, ao passo que vez por outra, se encontravam às escondidas em um casebre abandonado que ficava à algumas léguas da casa do pai da moça, o seu Ulisses. Todavia, às claras não poderiam eles de forma alguma se encontrarem, tendo em vista que tinham eles um grande estorvo que os impediam de ficaram juntos e eu ei de contar-te um pouco mais adiante o porquê deste estorvo...
 Eu ei de resumir essa linda história de amor proibido para você Linda, para te não causar de maneira nenhuma, nenhum desconforto devido a exiguidade de atenção que às vezes o infortúnio de uma prolongada história contada, pode acarretar aos ouvintes.
 Esta história linda de amor Linda, me muito chamou à atenção e contigo quero eu compartilhá-la, pelo fato de ela ter começado como a nossa, porém em contrapartida, ter chegado ao fim duma forma dessemelhante à nossa...
— Tudo começou — dizia-me com muita eloquência e muito carisma Sócrates.
— Em meados dos anos de 1980, quando o Dr. Friedrich Engels juntamente com sua esposa Margarett Engels e seu filho único Michael Arcanjo Engels, vieram da Alemanha especificamente do maior estado do país Alemão o estado de Renânia do Norte-Vest Fália, para o Brasil. Quando aqui no Brasil esta nobre família burguesa, de alemães chegou, a primeira cousa que fizeram foi logo se hospedarem em um hotel em Copacabana.
 Um hotel bastante abastado no que diz respeito aos serviços oferecidos para os seus hospedes, um dos melhores da rede hoteleira do Rio  de Janeiro, um quadro de funcionários extremamente qualificado e polido para tratarem bem seus hospedes, um serviço de refeições com cardápios variadíssimos para todos os gostos e desejos, quartos equipados com todo tipo de conforto que o dinheiro pode comprar, desde camas com colchões extremamente confortáveis, lençóis de seda de Muga de Assam e de cashmere tibetano, cobertores de pele de animais e banheiros grandes com decorações importadas da Europa; ou seja, para resumir um legitimo hotel 5 estrelas.
 O Dr. Engels era um proeminente Senador Federal atuante —, dizia-me Sócrates com a “boca cheia” e um brilho nos olhos incomparável, era como se fora fã do dito cujo homem, o tal Engels.
— Com seus bem vividos 56 anos de idade, nascera e vivera toda a sua vida na Alemanha, cercado por toda sorte de bons cuidados e regalias que uma boa vida de descendente de judeus aristocratas pode conferir à alguém, praticamente no ínterim de toda sua mocidade e sua fase adulta, passara com a “cara” enterrada nos livros adquirindo cultura o suficiente para chegar aonde está agora, aqui no Brasil; como um diplomata, veio ao Brasil por motivos de negócios, por não muitos dias... bem, era o que ele pensava inocentemente...
Sua esposa a Sra. Margarett Engels era uma doce pessoa, sempre afável com as outras pessoas, meiga e serena, passava boa parte do seu tempo debruçada sobre os tricôs que tanto a agrilhoava ao sofá por horas intermináveis —, de repente Linda! Interpolei o discurso dialético com que Sócrates por toda lei tentava ensinar-me algumas verdades e convencer-me sobre algumas coisas importante da vida, como que por um ímpeto, contudo, porém, como sempre me ocorria em minha ansiedade juvenil e imatura e fui logo lhe interrogando sobre o jovem Michael Arcanjo Engels, eu queria saber tudo sobre o jovem e sua paixão proibida...
 Sócrates, como um perfeito cavalheiro aferidor de saberes como ele era, repreendeu-me duma forma amistosa e disciplinar como lhe era costumeiro fazer.
— Calma meu bom e dileto amigo ouvinte, não sejas tu um neófito na arte da aprendizagem, tu já ouviste o suficiente de minha parte até os dias hodiernos para erroneamente procederes de tal maneira, não queiras ir logo degustar as últimas laudas deste saboroso livro que estou a descortinar-te e pôr  nu diante dos olhos de sua mente, que mais parece um banquete à la carte, sem primeiramente saborear o seu começo, o “tira gosto” que é de igual forma uma parte tão importante da história o quanto é o final da mesma.
— Sócrates prosseguiu dando-me informações sobre os dados biográficos das personagens. Disse-me ele:
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Atualizado em: Ter 29 Jan 2019
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