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PRA QUEM NÃO TEM PREGUIÇA DE LER: MEU LIVRO SOLIDÃO. PARTE I...

Linda, és tu uma perfeita e atraente representação gráfica em minha mente, uma estonteante e nítida imagem em minha cabeça (estilo Gioconda), da idealizada e inalcançável mulher perfeita, que vagueia o recôndito da minh’alma; aquela mulher que jamais existiu nos tempos de antanho, não agora! Sim! Uma linda esposa, uma linda donzela, uma linda amante, uma linda amiga, uma linda companheira, uma linda namorada. A personagem perfeita para as obras teatrais de Shakespeare, Sartre ou Arouet; ou a musa incomparável para as novelas mexicanas, tal qual uma Thalía, uma Lucero, uma Gabriela Spanic, uma Leticia Calderón etc., etc...
 Eu seria um exímio catraio se não reconhecesse tua invejável formosura, haja vista esta tua beleza imperiosa, ser duma eficácia descomedida na alimentação de qualquer olho esfaimado à procura de belezas, sim Linda! Você tem este miraculoso poder de sedução em suas mãos, em seu poder, em sua pessoa...
 Faltar-me-ia Linda, argumentos e adjetivos para caracterizar-te sob elogios de exaltação e encômios, precisaria eu, de mil composições poéticas de amor, mais os mil e cinco cânticos de Coélet, para poder alcançar com precisão cirúrgica; como um médico valendo-se de um bisturi ultrassônico em uma cirurgia de pescoço ou de crânio, a incomensurável beleza rara que molda e distingui dos demais, seu belo e perfeito semblante. Ademais nunca vi algo parecido que pudesse se pôr ao mesmo patamar ou pé de igualdade com o teu, sim! — Teria eu, com toda certeza absoluta, irrefutavelmente que visitar outro mundo —, outra atmosfera —, outro planeta —, outra galáxia, para poder encontrar algo ou alguém tão belo ou bela o quanto você Linda, mesmo eu sabendo que seria um absurdo gigantesco tal intento intentar...
  A beleza intrínseca e única que circunscreve sua pessoa Linda, é algo que jamais esquecer-me-ei, algo que jamais ei de conseguir alcançar com minhas pequenas e singelas exposições de palavras combinadas, é como se a senhora Beleza noutra instância, noutro ambiente, noutro estádio ou noutra estória dissesse à dona Formosura:
— És tu quem mocinha? Ou és tu o quê? Alguma coisa de outro mundo que ainda não cheguei ao conhecimento?
— E de igual tom de ironia, a dona formosura respondesse em alto e bom som, duma forma interrogativa:
— E você, minha senhora, quem pensas ser para dirigir-se à minha pessoa, com uma tão inescrupulosa e ridícula pergunta, o quão é esta? Porventura achas tu, ser alguém ou alguma coisa?
— Parece-me Linda, que dentro do diálogo entre a Formosura e a Beleza propriamente ditas, há irremediáveis controvérsias semânticas, entendes? Parece que a Beleza e a Formosura não são amálgamas entre si, parece-me que há um óbice no pensamento de ambas que as impede do unânime consenso, como se, todavia, fossem coisas díspares ao observar este embate discursivo entre ambas. É coma se as duas ficassem brigando o tempo todo entre si, feito duas criancinhas cheias de mimimi, para saber quem é a mais bonita ou quem é a mais apreciável; situação complicadíssima esta e de difícil solução! ...
 Vês isto Linda?! O quão paradoxo e concomitantemente ridículo seria, falar sobre a questão de tua natural boniteza, mesmo que eu faça um muito grande esforço para este intento atingir, minhas forças fenecem, de tal forma que meu espírito fica completamente exangue, me é algo totalmente fora de cogitação, (doce aspiração é isto!) que tanto eu almejo um dia conseguir atingir; isto é para mim algo tão quimérico Linda, tão descomunal, tão sinistro, tão feérico, que eu bem poderia proferir indubitavelmente, que sua beleza acaba por se tornar algo totalmente complexo de se mencionar por palavras, assim como Sócrates em seus incansáveis questionamentos com seus pares, para se chegar ao consenso do que venha ser o belo em si,  como também algo concomitantemente fora do campo de abstração de qualquer pincel de pintor, seja este um Da Vinci, um Bacon, um Van Goghe, um Picasso, um Vermeer, um Renoir, um Monet ou seja lá quem quer que for... 
[...] Forçoso é, não reconhecer que sua beleza ultrapassa a destreza perspicaz para captação de imagens, de grandes artistas das grandes artes, como pintores, cantores, escritores e outros, haja vista que uma linda obra de arte da natureza como você Linda, é algo único e exclusivo, realmente algo de difícil representação por coisas tão singelas o quanto é as tintas, as palavras, os sons; coisas tão miúdas o quanto são por exemplo, as retóricas e dialéticas de grandes homens do conhecimento como Cícero ou Demóstenes; tua beleza é algo insubstituível e incomparável, eis que é algo de um valor tão alto! Mais tão alto! Mais tão alto! Quanto à altura do Monte Chomolungma, quanto o valor de pequenas centelhas de Trítio, quanto o valor de pequenos fragmentos de Diamante, quanto o valor de um micrograma de Califórnio 252 ou ainda mais alto do que o valor de 1 grama de Antimatéria.
 Sua figura expressa aos meus olhos Linda, todas as sensações inexprimíveis que não consigo lhe mencionar, [...] ah! Linda... eu fico completamente atônito, em estado irreversível de total inércia de sentidos ante a esta visão, assim como Moisés no Horebe ante a Sarça pegando fogo; assim como o Rei Suddhodana ficou ao ouvir do sábio Asita que seu filho Siddhartha seria o dono do mundo como reza a lenda; assim como a mãe de Confúcio que ao peregrinar a montanha Ni-Kieou avistou a vegetação abrindo-se onde logo depois disto ela encontrou os 05 elementos, a saber: madeira, fogo, terra, metal, água e conseguintemente um Unicórnio; assim coma as irmãs Margaret e Kate Fox em 1848 em Hydevislle ficaram ao ver as mesas girando e ouvindo pancadas na casa onde residiam (que coisa apavorante!); como também, Salomão Spaulding ao ver Deus e Cristo lhe fazendo sérias recomendações; ou como Joseph Smith em setembro de 1823, ficou em seu quarto completamente estupefato ante a visão de um varão com roupas brancas e resplandecentes; ou mesmo como a senhora Hellen G. White, ao ver no céu as tábuas dos 10 mandamentos dentro da Arca da Aliança onde o 4° mandamento se destacava dos demais [...] assim eu fico ante a sua visão...
Visão esta, que me muito causa uma indescritível emoção; com efeito, eu posso até compor a ti um poema Linda vindo do meu coração, visto que não sou eu nenhum hipócrita mendaz, mas apenas um amante da verdade; mesmo não sendo eu nenhum Dante Alighieri, ou um Camões, tampouco um Carlos Drummond, ou ainda um Augusto Frederico Schmidt, ou ainda um Edgar Allan Poe, ou mesmo um T. S. Eliot, ou mesmo um Manoel de Barros; todavia, na singeleza deste humilde rabiscador de papéis, escrever-te-ei um poema que lhe expresse a mais pura verdade sobre mim, sobre o que sinto, sobre o que quero, sobre o que desejo, sobre o que espero, sobre o que almejo, sobre o que anelo, sobre meus anseios, ou seja, meus amor e sensação por tu na mais pura realidade, oh! Minha amada e eterna namorada:
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Atualizado em: Ter 29 Jan 2019
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