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TEMPO DE SUPERAÇÃO

Ele viu o medo no rosto das crianças

Viu choros desolados na desesperança

Viu na sua cara mentirem com convicção

Viu outro traindo sorrindo dando a mão

 
Viu a tristeza presente sem fim aparente

E aí respirou sufocado do pó quando caiu

E até ali sentiu a sua porção d’agua negada

Mas sabia de tombos necessários a aprender 


E como bambu arqueava como em vendaval

Só temia a ruptura da quebra que não veio

E aí viu a volta dura novamente a superar

E voltou a ver outro mentir para se manter


Mas já não apreciava ver a queda de ninguém

Pois isto sabia não podia trazer paz a alguém

No caminho agora é atento aso passos

Não mais interessa desviar a atenção


Ele viu todo o poder o querer subjugar

Mas viu nele o cansaço de tanto esperar

Aprendeu em qualquer vento se manter

E a ser firme como raiz de uma figueira


E alerta como perto do fio da navalha

Hoje procura se manter na nova linha

Na caminhada quer só amor ao seu lado

Para isto não se perde mais nas esquinas


Pois quando vergou se viu desamparado

E na quase queda viu todo amor faltando

Desolado na escuridão tentou ver o sol

Mas não tinha ainda na alma a iluminação


Esperou lutando pela nova sementeira

Que agora já pode a mãos cheias ofertar


"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo' Roselis von Sass – escritora brasileira
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Atualizado em: Seg 28 Jan 2019
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