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O pergaminho do Rei

Vinte e quatro de novembro de 1835,
Escrevo isto trancado em meu recinto,
Sozinho, apesar da grande dor que sinto.

Dor no peito e também dentro do coração,
Quando jovem, queria desposar uma garota
Para a qual dediquei uma bela canção.

Mas me sujeitei a um casamento arranjado
Pela minha família e a da duquesa de Caiado,
Após seis meses, com esta estava casado.

Percebi que ela se casou comigo
Não possuindo a menor vontade,
Sua família exigia que fosse majestade,
Vinte anos de uma triste realidade.

Não a culpo por nada!
Obrigada a aceitar calada
Que sua vida fosse desperdiçada.

Recebíamos nobres no castelo,
Passávamos a impressão de tudo ser belo,
Era necessário fingir esse elo!

Gastei todo o ouro em bonança,
Minha rainha não terá a herança
Pela qual, promoveria uma matança!

Mulher que mal se importava comigo,
Tampouco, me importava com ela!
Vivemos uma deslealdade bem singela!

Nem em sonho, chorará a minha morte,
Quando muito, reclamará da falta de sorte
Por ter um reino necessitando de seu suporte.

Contudo, já disse que a compreendo,
E com nada disso me surpreendo!
Só espero que quando ela fugir,
Assim como estou prevendo,
Ao menos, solicite a tutela do reverendo!

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Atualizado em: Qui 13 Dez 2018
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