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A Rainha que não amava ninguém

A rainha que não amava ninguém
Ao receber a notícia da morte do rei,
Exclamou para si mesma um expressivo "amém!"

Nesse instante, a rainha lembrou-se do ouro
Se dirigiu até o cofre de seu marido
Em busca de sua herança, seu tesouro

"Mas que homem cruel!
Aqui não há uma moeda para a sua rainha
Desse jeito, os Deuses não o aceitarão no céu!"

Esperou a vida toda por esse momento
Quarenta anos de muita paciência
E o cofre, agora pesava menos que sua consciência

Poderia ter tido filhos
Ter atravessado o reino sobre trilhos

Então, notou que ali havia um pergaminho
E o tomou para lê-lo no caminho

Nele havia os últimos escritos da Majestade
Seria um testamento em favor da Rainha?
Uma reconpensa pelos anos de falsa lealdade?

De súbito, desistiu de ler
Atirou o pergaminho em uma fogueira
Não valera à pena viver daquela maneira

Nunca mais retornou ao castelo,
Abandonou toda a pompa da realeza
Para encontrar a felicidade na vida de camponesa.

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Atualizado em: Sex 7 Dez 2018
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