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Idílica



Para que amar tão intensamente
Se tudo terminas ao final dos dias?
Deixas um coração que ainda sente
Os sorrisos e as liras que tu dizias.

Não vês que vives de medos?
Que cultivas apenas desgostos?
 De porta em porta, novos rostos
E, dentro de ti, apenas segredos.

Por esta maldição, segues sempre a mesma vida.
Hoje, mais um sorriso roubado
E outra cama para, recostado,
Fazer juras e sumir em seguida. 

Não vês que te perdes nos próprios encantos?
Pois as lágrimas delas tuas são
E nem mil camas ou mil rostos
Preencherão o vazio do teu coração.

Ah! Se tu percebesses por fim
Que és covarde por amar.
Cessa de vez este teu procurar
E faz tua casa dentro de mim
O meu corpo, o teu altar.
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Atualizado em: Qua 1 Ago 2018

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