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A FACA DE AÇOUGUEIRO E A MULHER

O homem possuía uma faca de açougueiro,

Perigosa,   gume afiado, aço frio,

Que cortava carnes e legumes

Para cozinhar para a família.

 

À noite, a mulher chegava,

Não dava boa noite nem sorria,

Entrava em silencio ou reclamava

E caia na cama sem jantar.

 

Quando o homem adormecia,

Sorrateiramente,

Ela se levantava e escondia a faca

E voltava a esconde-la se encontrada.

 

A mulher andava temerosa

Da faca afiada de açougueiro

Ou do embuste que escondeu na alma

Que fazia sofrer aquele homem.

 

Um dia o homem encontrou a faca,

Aço frio escovado até o cabo,

Abriu os olhos fechados pelo tempo,

Pegou  o paletó e suas dúvidas,

Colocou  tudo na caixa e deu um basta:



Abraçou a mulher do seu afeto

Que devastava a sua auto - estima

Com pequenas mentiras invisíveis,

Desculpou-se porque se demorou,

Desejou à mulher uma feliz velhice

E foi embora com a faca e sua caixa.

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Atualizado em: Sáb 29 Dez 2012

Comentários  

#3 Marlende 14-01-2013 13:25
Gostei...tudo tem o seu tempo e a seu tempo, até mesmo o de partir...Belo Poema...Grata por compartilhar.
#2 azara 06-01-2013 11:00
Parabens Gilvan muito criativa.Adorei.
#1 Arnoldo 02-01-2013 10:29
Sempre chega a hora da despedida. Um poema muito original, parabéns.

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