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O copo e a alma

O copo vazio torna-se cheio
Ganha vida, ganha cor
Seu conteúdo é só um meio
De aplacar-lhe a dor

No copo põe a boca
E experimenta do veneno
Se retorce a alma oca
Num grito obseno

E antes que a lua mingue
E a escuridão desapareça
A última gota se extingue
E da garganta vai para a cabeça

E assim se esquece da dor que trazia
Os copos tem de estar sempre cheios
para uma alma vazia

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Atualizado em: Qua 1 Fev 2012
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