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PALAVRAS

De palavras em palavras

Vou morrendo a cada linha,

Impregnado de tédio e do nada,

Pari uma cidade!

Mas não pari o poeta.

__ há certas obras incompreensíveis!

De palavras em palavras...

Construiu-se o homem,

Libertaram-se os deuses

E teve o verbo,

 Como quem tem há carne:

Sangue!

De palavras em palavras

Vou morrendo a cada linha.

E serão palavras soltas que te alcançarão,

Não meus olhos, minhas mãos, minhas pernas,

Não!

Há em meu corpo palavras de perdas,

E uma agonia por faltarem palavras de fé.

Ascendi a palavras de homens universais,

Tornei-me mas, minha cidade.

Oh, palavras que não sei onde busco?

Dizei-me teu nome!

Como guiar o verbo?

E não deixar as palavras no abandono!

De palavras em palavras não se faz poema,

Nem poetas...

Criam-se homens!

De palavras em palavras,

Vou morrendo a cada linha!


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Atualizado em: Seg 2 Jan 2012

Comentários  

#5 PauloJose 16-02-2013 23:16
excelente parabéns
abraços.
#4 Gilvan 08-07-2012 02:57
Maravilhoso poema. amigo de Pernambuco. Conheço e amo sua cidade. Voce conhece a minha Timbaúba. Ela também alimenta meus poems, como a sua. Parbéns. Seu poema tem versos lindos. Muitas perólas em um único poema. Versos eternos.
#3 PauloJose 02-06-2012 18:38
PARABÉNS EMOCIONANTE!
#2 PauloJose 10-04-2012 20:55
MUITO BEM RITÍMADO ÓTIMO
PARABÉNS.
#1 PauloJose 25-03-2012 16:39
LINDO PARABÉNS!

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