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Vida que passa inutilmente

Penso que talvez todos esses anos tenham valido de nada.

Até mesmo as lembranças de dias felizes me atormentam.

Atormenta o fato deles não mais existirem,

Ou de talvez nunca terem sido reais.

Vivo um conto de fadas falido de respeito e ternura.

A verdadeira felicidade só existe num futuro próximo

Que nunca chega, e então as promessas se acumulam.

Só me restaram humilhações, angústia e lágrimas.

Falta ainda a admiração, a devoção, a demonstração

De se ter conquistado algo único, impar,

Em sua vida.

Onde se imaginava já existir tudo,

Eu me mostrei a principio forte,

Em longo prazo incapaz de superá-los.

Sobram mãos e é como se não houvesse

Com o que preenchê-las.

Meus olhos lamentam nunca ter visto a realidade.

Ele nunca enxergou o meu íntimo,

Não faria isso, mesmo que tivesse dez pares de olhos.

E meus olhos nunca desconfiaram.

Ando caminhando em direção ao nada,

Que se mostra aos poucos,

A cada passo, a cada feixe de luzes que se acende.

Se caio para um dos lados, vou em direção ao abismo.

E é por isso que por mais que eu não saiba o que me espera,

Estou seguindo o meu caminho em frente,

Não quero o abismo, nem tomo meu caminho de volta.

E lá se vão vinte e sete ondas do mar,

Carregando todos os meus dias até aqui.

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Atualizado em: Sáb 23 Abr 2011

Comentários  

#2 azara 14-09-2013 22:49
Bela poesia ,só que senti você triste quando escreveu.Parabens
#1 PauloJose 04-09-2011 08:11
GOSTEI E MUITO PARABÉNS AMIGO FIEL!!!!

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