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DA MINHA CARNE

Da minha carne, tu terás os vermes,

Isso que somos quando tudo finda.

Esse gozo que vez por outra é teu,

Esse corpo que a tempo se perdeu,

Terás também!

Terás esse bafo quente,

Essa língua firme,

Essas palavras falsas,

De acalentos e ternuras cruas.

Essa geometria apalpável,

Terás esse tronco,

Terás pra teu gozo, teu uso,

Terás todo sumo.

E serás,

Dele senhor!

Mas de mim, maldita!

Mas de mim...

Terás o desprezo,

De mim não carne.

Terás a solidão!

Terás esse cinza que chega como os dias nublados,

Terás tamanha dor, feito que parir.

Terás essa onde de mar que não cansa de bater nessa pedra,

Que o tempo a possuiu estranho.

Terás estranheza do eu espírito.

Sim...

Serei estranho a te.

Que de mim, só teve corpo.

Só quis corpo, sexo!

Eu espírito sou...

Sou o eu eterno...

Sou pra sempre...

Da minha carne, terás!

Da minh’alma, nada.

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Atualizado em: Qua 9 Mar 2011

Comentários  

+1 #3 tania_martins 12-03-2011 08:28
Parabéns!
Abraços.
+1 #2 wicos 11-03-2011 22:14
a poetiza confirmou o que tu disestes valeu do amigo wicos star
+1 #1 jrs49 10-03-2011 13:19
Um poema forte, que mostra que a carne sem a presença do espírito, sucumbe.
Abraços.

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