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EU MANCO

Em minha vida,

Só há solidão,

Um terço protestante,

Uma cal sobre os sonhos,

Um poema mal feito,

Obras mal feita!

”Homem mal feito “

Há uma rua que ando,

Embora seja a mesma,

Desde eu criança,

Parece-me estranha:

Estranho!

Há uma cidade em mim como ferida,

Há um povo em mim como família,

Há sempre algo...

Mas eu, estou sempre morno!

Sou algo que volta depois de muitos anos,

Algo que esqueceu quem foi

Algo que veio pra dá luz,

E nem sequer, pôs os olhos

Nos vossos olhos,

Nem sequer, fiz sinal,

E deixei só em mim,

Todo aquele brilho, toda aquela luz,

Eu via e podia guiar...

Mas...

Mas...

Mas o eu morno,

O eu morno espera de mais.

O eu morno é manco,

É como bêbado,

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Atualizado em: Qua 9 Mar 2011

Comentários  

#5 TURNER 05-07-2011 10:47
Bela elegia, parabéns caro poeta.
+1 #4 kassiareis 14-04-2011 19:49
Gostei do seu poema. Belo texto!
Abraços!!
+1 #3 AJO 16-03-2011 08:36
Seu "Eu Manco", pedala perfeitamente, cadencia palavras, espera, espera, corre e desfecha sentimentos aprisionados, concorda sem ser unânime, deixando uma réstia de reserva e um talento invejável. Todas as estrelas, adorei teu poema, parabéns.
Grande Abraço
AJO
+1 #2 Bia 13-03-2011 20:38
Ame-se mais, e saberá o quão importante você é.
Tire a cal de cima dos sonhos para que eles respirem dentro de você.
Abraços ******
+1 #1 zonetti 11-03-2011 13:00
triste, mas, bem escrito. *****

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