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EM TERRAS INORGÂNICAS (à Jack Bell, O Espantalho)

Olho-me triste! Não me trouxeram um coração!
Em tantos olhares repugnados vejo meu rosto
e a vida ainda que breve é longa por desgosto,
vivo porque em meu peito sinto bater o perdão.

Muitas almas feriram e ultrajaram meu passado,
ora com o frio da dor, ora com o calor da agonia,
bem mais pesadas que as correntes da enxovia
foram pena e solidão às quais fui recomendado.

Por entre áditos, que deixaram pálida minha tez
e onde nunca me escondi, foi que surgiu a vez
de destilar a cicuta e oferecer carinho à falha...

São humanos esses deuses que me socorrem
e somos guerreiros e guerreiros não morrem,
noutro plano, apenas mudam de campo batalha.

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Atualizado em: Ter 1 Jun 2010

Comentários  

#19 AJO 21-06-2010 13:32
Seu comentário é um presente que recebo com muita alegria, obrigado, abraços, AJO
#18 Pamaro 21-06-2010 11:39
Seu soneto é bem expressivo, dando-nos perfeita compreensão dos sentimentos expostos. Parabéns!
#17 AJO 10-06-2010 14:58
Eis um espetáculo escrito e descrito com emoção. Agradeço pela visita tão esperada. "Ele voltou virado." Abraços ao Irmão das Letras, AJO
#16 ANTENA 10-06-2010 11:52
Parabéns amigo dos ergástulos e obrigado pela cruz que cabe, eu Jack Bell, o espantalho:

Talvez eu deva voltar àquela colheita,
pois lá os corvos me temem e não arrancam meus olhos.
Lá posso cerrar as pálpebras, pois não terei uma alcatéia ou uma besta,
inquietando minha palha e meu barro oriundo de Fobos.

Se porventura eu abandonei minha sossegada estagnação,
foi em busca de uma correnteza de luzes e almas,
que achava bonita além da cerca; mas há as tábuas,
a inveja e a solidão com seus olhos de religião.

Talvez eu cuspa dentes e maldições
ou retalhe o Maniqueísmo em vários níveis;
pois entre o bem e o mal existem seres invisíveis.
Melhor é correr, voltar ao milharal e ouvir canções.

assopradas pelo vento inocente que areja minha cruz.
Ficar esticado como um Barrabás em paz,
rogando de longe um pouco de paciência a mais.
Se os fiz medo perdoai, mas defendo meu território com urubus.



abraço anarquista
#15 AJO 09-06-2010 07:48
Obrigado mesmo, de coração. Beijos AJO
#14 lindinha 08-06-2010 19:16
Magnifica maestria de teu poema.
#13 AJO 07-06-2010 09:17
Sim, é verdade! Feliz pela visita, pela qual agradece enviando um grande Abraço, AJO
#12 Cerson 04-06-2010 19:31
Belíssima, sensível. - Há outras dimensões; seria incoerente se tivéssemos somente esta... Parabéns, abraços
#11 AJO 04-06-2010 18:15
Obrigado, mando um abraço de gratridão, AJO
#10 AJO 04-06-2010 18:14
Minha alegria fica imensa, linda visita, beijos no coração, AJO

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