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S.Ó.S


Quem nos salva dessa cólera

Dessa raiva de nós mesmos

De nossas iras, avarezas,

Dos nossos aleijos,

 

Quem nos salva da miséria

Semeada em cruz e terra,

Que nos faz covardes

Desertores de nossa guerra,

 

Olha em teus espelhos,

Deslumbra o cego medo,

A falta de alicerce,

Quem nos salva do Direito?

 

Tem dó de ti,

Pra viver por mim,

Que esmola me dará?

Desta banca, o que comprará?

 

A paz que lhe falta no espírito,

O certificado de ajuda do dia.

Dá aos pobres um sorriso,

Quem nos salva da hipocrisia?

Temos medo do sangue

Derramado no portão

Não tinha honra no cadáver

Lavamos com sabão,

 

Na loja de muitas coisas

Pegamos armas e munição

Não saímos mais a noite

Quem nos salva da escuridão?

 

Colocamos cadeados,

Grades e sentinelas,

Compramos “olho mágico”,

Lacramos a janela,

 

Notícias do jornal,

Sorrisos da novela

Vida besta, besta vista,

Quem nos salva desta cela?

 

Nem promessas, nem princípios,

Tão longe de nossos anos.

Pelo lucro de nossos olhos,

Mais e mais distanciamos.

Medíocres e suicidas,

Tirocínio do profano

Emanuel  que esta com os outros

Salve o mundo que criamos.

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Atualizado em: Ter 2 Fev 2010

Comentários  

#3 tania_martins 01-03-2010 20:26
Muito bom. Parabéns!
+1 #2 Abreu 21-02-2010 22:43
Tem jeito não. Para o bicho-homem não existe cura...
#1 rackel 06-02-2010 12:12
Quem nos salvará de nós mesmos, amigo, enquanto também atores da comédia da vida que ajudamos a manter? Excelente poema.

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