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Passáro solidão

Estendida no chão sem dó nem compaixão

Jaz tu prostituta dada sempre ao desfrute

Rosto reconhecido por tantos que serviu

Prostrada ali sem vida ninguém nunca a viu.

Almas bondosas que passam por acaso

Juntam-se ao trágico momento perguntam:

-Como foi o que foi quem era alguém a conhecia?

- Ouvi dizer que se trata de uma mundana.

Um breve sinal da cruz gesto de indiferença

A certeza na alma quem procura acha.

Lá na fiação dos postes um passarinho canta

Sabe ele todas as verdades glória sem maldade

O sangue que escorre no asfalto contaminado

Rastro de desamor vermelho sinal da cruz

Cruz que carregou mais um filho de Jesus.

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Atualizado em: Sex 16 Out 2009

Comentários  

#2 Abreu 17-10-2009 06:27
Em vida pouco valia; ganhou na morte, uma bela poesia...
#1 PaolaRhoden 16-10-2009 22:08
Muito bom mesmo seu poema. Saudações literárias.

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