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Meu poema

Meu poema é sórdido...
Não vê e julga os olhares.
Não sente e exalta sensibilidades
Não ama e declara afinidades
Nada constrói e se multiplica
Deita folhas no horizonte
Imprime a queda de outras árvores
Impõe respostas ao estranho
Não folga em me tirar na insônia o descanso de minhas horas
O
Meu poema é ódio
Desta vida conturbada
Da ilusão com o meu salário
Das portas que nunca se abriram
Dos pés dos que não me acompanharam
Dos políticos e seus princípios
Dos eleitores sanguinários
Das palavras que nunca me vieram
Dos livros que não publiquei
Da cantiga do teclado que corrói as horas vãs
Do universo de exclusão em que me criaram e me criei
Do que não é literário
Dos doutores da Lei
Do bispos, padres e papas
Das aspas que não usaram para falar o que pensei
Da virgem que finge orgasmos
Da puta que chora o passado
Do aluno que segue iletrado
Do pó de giz
De ser eu
Do que não sei

Meu poema é espera
De outra tecla no teclado
Que garanta mil leitores
Que publique meus poemas
Que acredite nos meus sonhos
Que delete meus problemas
Que conecte-me ao amor
Que edite minhas canções
Que exponha os meus quadros
Que me faça virtual
Que me cale
Que me fale
E
Que faça mais real
O meu poema
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Atualizado em: Sex 11 Set 2009

Comentários  

#5 tania_martins 14-02-2010 22:36
Parabéns! Lindo!
+1 #4 Abreu 04-01-2010 01:37
Mandou bem.
#3 PAULOSS 05-11-2009 03:09
Parabens pela explosão de palavras dentro de seu poema.
Abraço
#2 Janderson Lacerda 24-10-2009 22:46
Parabéns! Belo poema!
#1 PauloLeandroValoto 11-09-2009 20:00
seu poema já é uma realidade.
com toda está 'explosão interna' que voce deixou aflorar nestes versos, é a demonstraçao disso.

estamos juntos neste mesmo caminho.
vamos juntos: vamos á luta!

sucesso!
forte abraço.

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