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PRESSENTIMENTOS

Tenho carregado o peso dos dias
como a um fardo: inabalável
ao meu esforço em carregá-lo.

Vejo detrás de janelas sujas de fuligem
névoa de poluição e dejetos microscópicos
:a grandeza da civilização

Sinto (gotas de suor) na têmpora
molhada um latejar mais agudo.
Algo se apronta longe daqui, em
preparativos finais. Pressinto
as mudanças na atmosfera.

Procela medonha se apronta
em mares longínquos: tudo é longe
Sereno e nauseado, acendo um cigarro
A casa às escuras. O céu negro
Tudo é negro

Lá fora algo está em andamento
Sinto-o se aproximando: lento
lerdo, pesado, escuro e negro
obsceno.
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Atualizado em: Qui 5 Mar 2009

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