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POSTERGAÇÃO

Esta carta tu não a lerás.
Serão minhas as palavras
Que jamais possuirás escritas

As sombras rondam a sala
As canetas secam na gaveta
O papel envelhece vazio

Como escrever-te amores
Se nada somos no hoje?
Perdôo o passado sem rancores

Os dias passados perdoados
Por descuido, de ti esvaziados

O Meu amor dói em mim
quando sorri feliz sem mim
Distante dos meus olhos
O amor dança febril

Anjos arrancando penas
rodeiam minha cela
Farejando suicídio
Assestam cabeças nas frestas
procurando carta-despedida

Deixa o desejo te procurar
nas noites escuras sem porvir
Deixa o coração testemunhar
as tantas loucuras por vir

Deixa a boca roçar gemer sorrir
Morder as coxas e se molhar
enquanto o mundo faz dormir
os que vão se acorrentar

Esquece essa coisa toda
que afronta e desperta
O amor era um tempo
Que passou na janela
Passou, acabou.

Amor é arte de moço
É um passo do poço
Amor não cabe em celas
Onde anjos se descabelam
À espera de uma carta
Que nunca termina
Cozinhando em fogo brando
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Atualizado em: Qui 5 Mar 2009

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