person_outline



search

baile dos simulacros

no sonho, a tua boca desenhava a minha em tons de desatenção. tu, que eram tantos, cego nos traços, fazias da minha saliva um canto para o rei do que é inefável, aquilo que me tirava o chapéu à dança. e as mãos, que eram ainda as tuas, faziam enlaçar outros dedos aos meus numa valsa dúbia entre as faces que me desconheciam e os poros que me alcançavam... e eram os teus sempre, curiosos de abstração. deixava-me aos olhos lançados feito modelo que pousa com um assombro leviano, um simulacro semivisível das coisas secretas de amor, ainda que fôssemos palpáveis para a conveniência do universo. e eu apreendesse tudo o que nos permitisse, tudo o que um beijo inquietasse.

o sonho soava uma promessa...

mas, eu, entidade desperta, como quem padece da memória, desfiz-me à aurora, logo surpreendida pelas tuas inexistências.
Pin It
Atualizado em: Qua 25 Fev 2009

Comentários  

#4 tania_martins 26-06-2010 20:01
Parabéns!
#3 tania_martins 26-06-2010 20:01
Parabéns!
#2 SANTOSH 25-02-2009 16:21
"um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só"
+5 #1 SANTOSH 25-02-2009 16:21
"um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só"

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222