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Proezas e Perip√©cias no Lupanar - Minha Estreia em Lidas de Noite ūüĆô

Este breve resumo de minhas memórias, dedico ao Compadre Guinão, velho e saudoso frequentador de tais inferninhos, no velho Mato Grosso, Paraguay e adjacências!
      *       *       *        *       *       *       *       *       *
Um momento √ļnico, inesquec√≠vel para um rapaz, era o adentrar em um prost√≠bulo pela primeira vez!
Os nomes que se davam a tais locais, eram dos mais variados!
Zona, Puteiro, Casa da Luz Vermelha, Cabaré, Casa das Muiezadas, Casa das Putarias, Casa de Facilidades, Prostíbulo, Lupanar, Casa das Primas, Bordel, Baixo Meretrício…
Os nomes eram dos mais diversos, e sempre pronunciados em tom jocoso.
Naquela época, ser chamado ou chamar alguém de filho de puta, era motivo para se perder ou arrancar os dentes de alguém desrespeitoso com as sacras e santas mãezinhas!!
Nem todos vieram ao mundo com a mesma sorte, sendo alguns, desprovidos de uma bela compleição física, e sofreram para perder a virgindade, o tal falado "cabaço" !!!
Sabe aquele sujeito, que no populacho, colocava onça no pau sem precisar de cachorro, feioso...pois é, esse tipão, não fosse trabalhador e muito esforçado, chegaria aos 30, ostentando, nada orgulhoso, alcunha de donzelo.
Era de fazer pena, mas n√£o tinha o que se fazer. O sujeito desprovido de beleza f√≠sica, sofria para arranjar uma namorada. E quando o fazia, era por mera casualidade do destino, ou desespero de mo√ßa incauta, com sua honra arranhada e virtudes maculadas. 
Dizia-se isto, das tais moças, que caiam em desgraça, por entrar em conversa de moço bonito!
Puro preconceito e falta do que fazer, coment√°rios maldosos vindos das velhas carolas, ratas de sacristia!!!
Pois bem, o pobre coitado, se via obrigado a procurar um desses lugares para aliviar a tensão e o tesão, perdendo então, o fardo da virgindade. Poderia até ser chamado de feio, mas que conhecia cama de moça em casa de vadiagem, isto seria fato, pago e consumado!
Aooo tempo v√©io aquele!!! 
Agora falo por mim, que por sorte e boa genética, caminhei por este mundo, carregando uma boa aparência.
N√£o era mais virgem a tempos, tendo conhecido calor e cheiro de mulher muito cedo. 
Mas conhecer uma zona, pelo lado de dentro, causou-me euforia sem tamanho!
Local conhecido, " bem " frequentado pelos negociantes, fazendeiros, gerentes de bancos, guarda-livros (contadores), escriturários, delegados, alguns poucos tropeiros renomados e um sem tanto de boiadeiros com suas guaiacas e bolsos recheados com notas de CR$ 1000 (mil cruzeiros), a falada flor de abóbora ou Barão, muito famosa nos anos 70 e início dos 80!
Eita tempo véio…
Havia passado in√ļmeras vezes em frente a esses locais. A p√©, montado a cavalo, com a comitiva ou de carro.
Quando passava por esses locais, montado em um cavalo bem arriado, repicando meu berrante, len√ßo brilhando preso ao pesco√ßo, chap√©u arrumado de lado, do alto das minhas tralhas, no passo lento de minha montaria, avistava as tais mo√ßoilas, sentadas nas poltronas almofadadas, nas m√£os uma cigarreira, ta√ßas tipo tulipa, tudo em cores gritantes, vasos coloridos, muitas plumas e cortinas rendadas. Vestiam-se com eleg√Ęncia as tais mo√ßas de vida f√°cil. 
Pensava eu : - Credo!!!
F√°cil √©? Duvido! Tendo em vista, a sorte de tudo que era tipo de "ferramentas", que as valentes enfrentavam! 
Grande, Grosso, Pequenos, Pequeninos, Torto, Curvo, Fedorentos, Muito Duros ou Muito Moles...
Meu velho tio e meu pai, sabendo que o jovem peãozinho não era mais virgem, ficavam tranquilos quanto à minha macheza. Afinal, eu havia saído do tipo deles. Bonitão, "ferramentudo", trabalhador, sacudido, bom de prosa, contadorzinho de causos…
Mas ainda assim, faltava me estrear nas lidas de zona! 
Ginetear uma puta bem fogosa e safada, que me ensinasse posi√ß√Ķes, truques e malinagens, em alcova com len√ß√≥is de cetim mimoso e rendas floridas.
E foi assim, no alvorecer de minha mocidade, em uma bela sexta-feira, noite quente, acompanhado por meus heróis, que atravessamos os umbrais da pesada, trabalhada em entalhes e belíssima porta do sobrado mal falado!!!
Aoooo tempo véio bom!!!
Aquele momento foi um marco na minha vida sexual, que havia desabrochado a algum tempo, mas, aquele foi o alvorecer para determinadas práticas e gostos fornicativos, de foro e cunho íntimo em meu ser !!!!
Meu coração batendo forte, narinas aspirando aquele ar contaminado com perfume doce, fumaça de charuto e cigarros, álcool e sabonete senador.
Aos meus ouvidos chegavam o vozerio de homens, risos femininos, estalar de beijos, copos batendo e rolhas estourando, uma m√ļsica tocando‚Ķ
Pasmem, mas me lembro daquela noite… tocava na vitrola do antro luxuoso, Sono un Vagabondo do Julio Iglesias! (Aquele também era do ramo)
√Č disso que me recordo, quando fecho os olhos e fico vasculhando minhas mem√≥rias daquela sexta-feira quente...
Naquela noite, o que havia de inocente em meu ser, do pouco que me restava, foi arrancado à unhadas e mordidas, pela bela sirigaita de olhos castanhos vivazes, cabelos loiros, sorriso lindo, batom rosa, dona de curvas que se igualavam a antiga estrada de Santos, que veio apressada nos ciceronear.
Eu estava trajado em camisa branca, mangas compridas, calça rancheira azul marinho nova, botas, chapéu e cinta na mesma cor, marrom.
Abra√ßou meu pai, depois meu tio, demonstrando certa intimidade! 
Quando pousou seus grandes olhos em mim, com c√≠lios pesados por conta da maquiagem, que davam a impress√£o de serem maiores que o normal, me fez promessas sem palavras! 
Recebi um abraço carinhoso e um beijo no rosto, parecendo a moça, uma parente distante, saudosa no reencontro…
Bela cicerone!!
Na sequência, risos altos, gestos espalhafatosos, abraços e muita deferência com meus heróis, vindos de uma balzaquiana branquela, bem corpulenta, que no decorrer dos fatos, vim a saber, ser a proprietária daquele portentoso e mal falado antro de perdição.
Estalos nos dedos, palmas, um magrelo alto, terno branco, gravata borboleta, nariz aquilino, cabelos repartidos, brilhando muito, excesso da pasta para pentear, chegou apressado, nas m√£os, bandeja prateada com al√ßas em formato de conchas, trazia ta√ßas de uma bebida borbulhante, desconhecida de meu p√ļbere paladar √† √©poca.
Champagne!!! 
Ta√ßas para o alto tilintando, um brinde ao desavergonhado pe√£ozinho que estreava em casa de fornica√ß√£o e sali√™ncias !! 

- Viva, Viva...
Eu meio sem jeito, olhava em volta, vendo homens de aspecto e vestimentas austeras, com mo√ßas gentilmente acomodadas em seus colos, como galinhas empoleiradas, √°vidas pelo  milho (grana) em grande quantidade, que recheavam seus bolsos.
Mais palmas, pedido de aten√ß√£o, e um an√ļncio.
A mestre de cerim√īnias  daquele espet√°culo pitoresco, anunciou que havia um jovem estreando a sola de suas botas, naquele solo profano.
Recebi uma salva de palmas, assobios e gracejos de todos os tipos, pensando todos, ser eu, um jovem casto, ansiando m√°cula e fama de macho comedor.
Recebi mimos por parte dos presentes, conhecidos dos meus velhos em longa data, todos frequentadores assíduos daquelas paragens pecaminosas e infrutíferas.
Recebi garrafas de espumantes, ta√ßas de vinho, copos de whisky com gelo e algumas ligas enfeitadas com flores! 
Belos mimos.
Como eram generosos aqueles bons senhores, membros da pudica e católica sociedade interiorana, do meu amado velho oeste paulista!
Eu estava mais atarantado que cachorro em procissão da padroeira, ia distribuindo e compartilhando com as moças aqueles regalos alcoólicos, que eram recebidos com algazarra, sendo retribuídos com muitos beijos e roçadas de seios em abraços assanhados de boas vindas.

Breve calmaria, e logo, todos se voltaram às suas atividades em atos libidinosos, entregando-se à libertinagem.
Sabe, até parece que aquilo tudo me aguardava !!!
A noite era uma criança, e eu estava ali para me deitar com uma quenga! Me deitar com uma dama da noite fogosa, bem safada… provando que era um macho de verdade!
Meus velhos tomaram lugar em um sofá macio, ladeado por um balcão e mesinha, estrategicamente instalados no local, para facilitar as bolinagens, sem esbarrar nas bebidas, assim evitando desperdício dos caríssimos líquidos inebriantes.
Estava quase me juntando aos dois quando...
Havia um sem tanto das mariposas de olho em mim. Olhavam insinuantes, fumando de forma sensual, bocas vermelhas de batom, cabelos das mais diversas cores, vestidos brilhantes, sand√°lias altas, unhas pintadas, flores e presilhas em suas madeixas, colares e brincos de pedras, bebendo com calma, ostentando seus sinuosos e voluptuosos corpos √† venda, piscando seus olhos em c√Ęmera lenta, mas por orienta√ß√Ķes dos meus her√≥is, aguardei ser convidado por alguma.
Uma bela morena da minha altura levantou-se, ficou meio de lado, passou a m√£o de forma insinuante,  escorregando a palma pelo derri√®re, coxa, subindo aos volumosos seios quase √† mostra pelo decote generoso e depravado. Tragou o cigarro, balan√ßou a cabe√ßa, bagun√ßou depois arrumou os longos e cabelos negros, que brilhavam como bota rec√©m engraxada, sorriu safada, mordeu levemente os l√°bios carnudos em carmim aveludado e veio caminhando como uma pantera em minha dire√ß√£o.
Mas o pe√£ozinho aqui, j√° despertava paix√Ķes, mesmo cheirando aos primeiros leites, e quase na hora de abra√ßar a morena com fei√ß√Ķes de faminta, fui interpelado pela bela loira que havia nos recepcionado com toda gra√ßa e simpatia:
  - J√° se decidiu boiadeiro‚Ķ escolheu alguma que lhe agrade os olhos?
Me senti igual um menino indeciso, escolhendo doces finos em uma vitrine de confeitaria luxuosa da capital.
Meus velhos sorriram, co√ßaram seus bigod√Ķes loiros, arregalaram seus olhos azuis, e com um gesto de m√£os, deram a entender √†quela gentil e subserviente mulher, que me levasse do sal√£o para local mais reservado e apropriado aos momentos de nossa lasc√≠via.
Sem ter para onde fugir, como se fosse poss√≠vel, e eu quisesse, abracei aquele corpo macio, trajado em vestido de festa preto, destacando a brancura de sua c√ļtis macia.
Fomos atravessando o salão, deixando para trás a bela e enraivecida morena, meus heróis e a seleta clientela, que ao cruzarem olhares comigo, erguiam suas taças e brindavam minha escolha e bom gosto para rabos de saia!
Chegamos ao p√© de uma escadaria, recordo-me haver um, dos muitos  parrudos le√Ķes de ch√°cara (seguran√ßas dos tempos idos), s√©rio, muito concentrado e sisudo, parecendo a pr√≥pria esfinge.
A loira hipnotizante, quebrando aquele clima de intimidação causado pelo brucutu vestido em terno preto, tocou a ponta do meu nariz com seu delicado indicador, sorriu graciosa e me convidou a subir pelo acarpetado acesso que nos levaria ao seu devasso e deslumbrante ninho de pecados.
Subimos devagar, rindo, braços dados como um casal de namorados.
À frente, corredor com muitas portas em ambos os lados, mesinhas altas, enfeitadas com toalhado fino e estatuetas de mulheres nuas, alguns quadros de flores pendurados por toda extensão da parede.
Contamos um, dois… terceiro quarto à direita!
Passou a mão na maçaneta, que era em formato de flor, fundida em bronze, abrindo a porta feita de madeira escura, me deixando deslumbrado!
Paredes pintadas de branco e vermelho, tapete colorido recobria todo piso do c√īmodo, cama grande, colch√£o alto, criados mudos com porta retratos, len√ß√≥is claros de cetim, penteadeira logo √† frente, abarrotada com vidrinhos de perfumes coloridos, algumas bonecas e pel√ļcias, um cabideiro de ch√£o, guarda-roupas com 4 portas, de um lado, porta estreita, do que vim a saber ap√≥s horas,ser um toilet.
Era uma bela suíte, ideal para se fazer amor e outras coisas menos amorosas.
Adentramos, porta fechada, mãos delicadas me despindo, sorrisos marotos, carícias e afagos…
Pausou seu of√≠cio para admirar meus  apetrechos, que jovem e muito viril, estava em estado de alerta, petrificado, servindo como suporte para uma toalha molhada, em decorr√™ncia das passadas de m√£os habilidosas.
N√ļ em p√™lo, fui empurrado para o ninho de prazeres, sentindo em minhas costas a maciez do len√ßol e colch√£o de molas.
De onde estava, acompanhei a bela mo√ßa soltando o z√≠per no flanco do vestido, movendo-se com a sinuosidade de uma cobra, deixando a veste ca√≠da aos seus p√©s, me fornecendo uma das mais belas vis√Ķes.
Corpo bem formado, mamas em tamanho m√©dio para grande, mamilos e aur√©olas rosadas, quase vermelhas, magra, umbigo adornado na parte inferior por uma rala penugem dourada, que seguia descendo, circundando todo o pudendo, que em determinada parte, um pouco mais destacada e saliente, desenhava-se um sutil S. Eram seus grandes l√°bios vaginais, ros√°ceos muito apetitosos.  
 Linda Dama!!!
Descalçou o salto alto preto, caminhou até a borda da cama, e de joelhos deslizou-se pelo meu corpo, me envolvendo em suas carícias depravadas!
Namoramos como rec√©m casados em n√ļpcias. De v√°rias formas e posi√ß√Ķes das mais diversas. Obrigou-me a oscular seus recantos mais √≠ntimos, em frente e verso, mostrando uma habilidade fora do comum na arte das sali√™ncias √† dois.
Ficamos naquela atividade intensamente sacrílega por mais de duas horas.
N√£o me foi permitido depositar em suas entranhas minhas jovens e espessas sementes, mas sorveu cada gota com sua boca sedenta, como se n√£o houvesse mais l√≠quidos no mundo. 
Ficamos largados na cama, cansados, satisfeitos, ébrios de nossos aromas do coito recém terminado!
Retornamos ao sal√£o, que estava com metade dos clientes, por certo, cada qual em um quarto, desfrutando das del√≠cias oferecidas pela corpulenta propriet√°ria, que ao nos avistar, veio toda sorridente avisar que, meus " irm√£os " mais velhos estavam em campanha com suas companhias! 
Me acomodou em uma das muitas poltronas, logo chegou o comprido de terno, trouxe uma garrafa de champanhe e quatro taças:
- Quatro taças?!
Brindamos a minha iniciação em casa de amores pagos, eu, a proprietária, a loira da vez e a morena zangada da próxima.
Eu nem imaginava, em mibha tenra idade, que houvessem reclama√ß√Ķes com a ger√™ncia, por causa de clientela em um lupanar.
E teve!!!!!
A morena queixou-se à patroa, que havia sido trapaceada pela loira tarada, perdendo a vez em entrar no jovem instrumento do cowboyzinho, projeto de cafajeste.
E assim, naquele clima pouco amistoso, que só um prostíbulo pode nos ofertar, tive uma bela experiência de estréia com duas profissionais do amor pago.
Uma loira e outra morena! 
A gentil e corpulenta proxeneta sugeriu, caso eu tivesse f√īlego sobrando, que fosse conhecer o quarto da morena, assim, evitando um desentendimento entre as funcion√°rias! 
Nessa hora a loira enciumou-se da minha jovem e avantajada sucuri, amarrando seu rostinho bonito.
Sorri feliz igual leit√£o no barro, perguntei se poderia levar as duas, e como resposta obtive:
  - Se voc√™ aguenta mocinho, leve quantas quiser!!!
Ahhh que saudade de uma boa zona, onde se divertia sem preservativos ou receios…
A √ļnica preocupa√ß√£o era "amar" e pagar...
Voltamos, os três, ao belo ninho de amores da loira, o ambiente ainda cheirava à sexo, e nos atracamos os três em uma tremenda safadeza, daquelas de fazer anjinho de altar chorar envergonhado tapando os olhinhos.
E foi assim, até o raiar do dia, que fiz minha estréia em um prostíbulo!
E antes que mandem e-mail me perguntando, SIM, eu parecia muito mais velho, e ostentava um bigodinho que ajudava na trapa√ßa. Mas naquela √©poca era bem comum as cafetinas esconder algum menor caso desse problema com a pol√≠cia. 
Um conselho a quem ler esse meu causo, CUIDADO, certas partes de uma profissional dos amores, pode viciar!
                               ūüźā          ūüźé
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Atualizado em: Qui 8 Abr 2021

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