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Din'diadorim

E Diadorim também sempre foi teu nome, não pelo caminho estreito, as sendas da vida. Ou o som do vento correndo sertão a dentro com os lábios rachados de sede, quando só o sol deságua na suas ondas vorazes, numa terra aflita e despida de verde, de saliva doce, rio perene.. Mas pela poesia prosada que de Guimarães a Jobim (e tu também se chama Dindi) tu trouxe em ti por entre os lábios e a presença de mulher, independente das vestes ou da ausência delas... esse eco que fala, grita e cala apresentando o constante mote da coragem que te faz arredia e dona de suas horas. Senhora que desafia o sistema fálico, arcaico e sem rima. Que persevera na delicadeza de suas linhas curvas e olhares sinuosos, com a força de uma chuvarada cumprida, seiva bruta a alimentar a paisagem que se estende pelo varal do céu e embriaga ao passo que bebe das águas que banham e saciam o sertão.

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Atualizado em: Ter 24 Mar 2020

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