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Canto em três tempos (fragmento)

"Já nãos são as horas que cantam ou os rios que correm em risos fartos meio aos nossos lábios, é a memória que vibra em latente sentido de nos fazer lembrar, entre suor e poesia. 
Quase sinto no canto do lábio esquerdo o presente gosto da saliva, ou talvez a mordida que silente diz o que bem quer, e vem o gosto do beijo.. e quase vem um arrepio incontido, uma lembrança espelhada, emoldurada na memória do corpo, da alma.. é, talvez seja a memória de uma sapatilha vermelha ou de uma perna que segura, que enlaça.. uma memória que canta como trilha sonora atemporal desse romance astral e tão mundano.. pode ser sobre uma saia azul, um sussurro que vem de dentro, na profundidade e balanço do toque, no compasso da dança.. talvez seja mais que uma lembrança, uma saudade que traz na boca o sabor do improvável, a profundidade do laço, do vínculo que impronunciado se firmou. Não sei, talvez seja um amor que alguém cantou apaixonado.. e alguém que ainda assobia a se lembrar."
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Atualizado em: Qui 26 Mar 2020

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