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Libido

Ela é como o mal enrustido num campo florido,

De ver é tão lindo colorindo os olhos.

Não se consegue sentir os espinhos na alma de longe,

Mas quando te toca corrói.

Ela não se importa com o que sente,

Apenas se sacia com o prazer da sua dor.

Zomba da decepção do seu desejo incontrolável

De sonhar por esse campo de ilusão,

Bonito e traiçoeiro.

Ela te convida a se jogar nesse jardim de prazer,

Pois o amor não tem limites e

O fogo queima o peito com volúpia.

‘Por que se importar com a dor?' ela diz,

‘Se o que vale mesmo a pena é o sentido da pele'.

Seu jeito doce e vulgar entorpece como o ópio,

E disfarça de amor o seu ódio.

Seu corpo vestido de flores,

Acentuam a silhueta sensual transparente

Sob a luz do sol.

Há um brilho de neon

Que emana dos seus olhos.

Sua pele irradia um fogo de suave incandescência.

Ela atrai com seu sorriso persuasivo

A todos os corações carentes e incautos.

Sua tez suave atrai como um imã poderoso.

Seu olhar hipnotiza como a serpente,

Entorpece como o absinto,

E a sensação da morte é como o de prazer

Deixando na garganta um gosto de sangue.

Ela tão linda quanto uma papoula amarela

Definhando em uma calçada qualquer.

Na suavidade do seu passo, há o desequilíbrio do óbvio.

Na sua santa calma, se dispersa a correnteza.

Não há bonança em seu riso tempestuoso, só vendaval e caos.

Ela não projeta futuro, seu plano é o agora.

Ela adora o imediato, a hora do insensato.

Sua ganância é seu guia e seu toque sem tato causa a ânsia.

Ânsia de viver,

De querer mais do que ela oferece até se esvair a última gota de vida....

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Atualizado em: Seg 1 Jul 2019

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